terça-feira, 27 de outubro de 2009

Irmã de Fidel revela que foi informante da CIA

O livro de memórias, de 432 páginas, se intitula 'Meus irmãos Fidel e Raúl: a história secreta', e foi co-escrito junto à periodista norte-americana de origem hispano María Antonieta Collins. Juanita Castro ditou suas memórias há uns dez anos, mas até agora havia se negado a publicá-las.

Nas páginas do livro, Juanita, hoje com 76 anos - sete anos a menos que Fidel -, conta como, a princípio, foi partidãria da Revolução de 1959, porém, logo se desencantou. Dois anos depois do triunfo dos rebeldes, e após pedidos da esposa do então embaixador do Brasil em Havana e depois chanceler, Vasco Leitão da Cunha, a irmã de Fidel aceitou encontrar-se com um agente da CIA no México, de onde tinha planejado viajar para encontrar-se com sua irmã Emma.

Por esse tempo - e enquanto o governo revolucionário expropriava, de seu irmão mais velho, Ramón, a fazenda da família para explorá-la de acordo com os novos objetivos socialistas - a casa de Juanita já tinha se convertido em um santuário para os anti-comunistas.

Durante sua reunião com o contato da CIA, identificado como Tony Sforza, conhecido como "Enrique", Juanita disse de sua insatisfação com o fato de que muitos militantes e combatentes não comunistas que lutaram para derrubar o ditador Fulgencio Batista estavam sendo excluídos dos principais cargos.

No final da reunião, no Hotel Camino Real da Cidade do México, Juanita Castro já havia concordado em colaborar com a agência de espionagem norte-americana, mas sob uma estrita condição: que nunca a envolveriam em uma operação destinada a "liquidar fisicamente" algum de seus irmãos . "É a minha condição mais importante, eu diria que a única", contou Castro a Sforza, segundo suas memórias. A irmã de Fidel e Raúl, por sua vez, afirmou que jamais aceitou que lhe pagassem pela sua cooperação.

Feito o negócio, sua primeira missão não demorou a chegar: Castro devia encarregar-se de distribuir, no interior da ilha, vários carregamentos de latas de conserva onde seguiam escondidos mensagens e dinheiro para os agentes da CIA dentro de Cuba.

Entre 1961 e 1964, Juanita, basicamente, ajudou a passar mensagens, dinheiro e documentos para o interior da ilha. Segundo seu depoimento, ela foi a pessoa que informou à CIA que os mísseis soviéticos estavam sendo instalados em Cuba. Em 1962, durante seu segundo ano de trabalho secreto, começou a crise dos mísseis. Nunca o mundo esteve tão perto de uma guerra nuclear. Para contactar a Central de Inteligência, a irmã de Fidel e Raúl passava mensagens através de rádio de ondas curtas. As chaves para anunciar sua transmissão, escolhidas por ela, foram as música "Fascinación", de Marchetti, e "Obertura", de Madame Butterfly, de Puccini.

Segundo o jornal El Nuevo Herald, de Miami, que publicou trechos do livro, a CIA decidiu tirar Juanita de Cuba após Virgínia Leitão da Cunha, esposa do embaixador brasileiro, pedir especialmente. A esposa do diplomata, em Brasília, teria informado que Raúl Castro havia visitado sua irmã e deixado claro que já havia um arquivo sobre ela sob o rótulo de "atividades contrarrevolucionárias".

Juanita chegou aos Estados Unidos, em 1964, onde funcionou sua própria farmácia, até 2007, quando se aposentou.

Fonte: Vermelho e Página 12

Cientistas da Unifesp indicam Omega 3 para proteção neurológica

Com testes experimentais feitos em ratos, os pesquisadores verificaram que esse tipo de ácido graxo é capaz de minimizar a morte de neurônios durante crises epilépticas, além de ajudar na regeneração do tecido cerebral.

O estudo, publicado na revista Epilepsy & Behavior, demonstrou que o ômega 3 aumenta a produção de proteínas que “capturam” a entrada do cálcio no neurônio e, por conta disso, ajuda a diminuir a morte das células cerebrais.

Na pesquisa, um grupo de dez ratos recebeu 85 miligramas de ômega 3 por quilo de peso durante 60 dias, enquanto foi administrada uma substância inócua a um número igual de animais, que serviu de grupo controle.

Os pesquisadores verificaram que os ratos que receberam ômega 3 apresentaram significativa preservação do tecido cerebral após a simulação de crises epilépticas, em relação aos demais.

Também foi observado que o ômega 3 desempenhou importante papel antiiflamatório, uma vez que o tecido cerebral dos animais com epilepsia apresentava anteriormente um processo inflamatório crônico.


Leia mais em: Vermelho

Costa-Gavras: "A América-Latina está se libertando dos EUA"


"Na minha geração, vimos como os EUA controlavam tanto ditaduras como democracias na América Latina. O primeiro que teve a valentia de enfrentá-lo foi Fidel Castro e Cuba pagou e está pagando muito caro por isso", diz, em uma entrevista à imprensa madrilenha o diretor.

"Outros encontraram outras maneiras de fazer isso. E, em mim, o que mais admiração desperta é Lula da Silva. Há países que, ao contrário, parece que nunca sairão desta situação, como o México", assinalou.

Agora, o diretor, que oferecera uma refrescante análise da ditadura de Augusto Pinochet no Chile e se aproximara da realidade dos guerrilheiros tupamaros no Uruguai, retorna para os problemas europeus no Éden à l'Ouest, estrelado pelo ator italiano Riccardo Scamarcio. Na América Latina, de acordo com ele, já criaram a sua própria voz. "Sem dúvida, Argentina, Brasil e Peru estão oferecendo um dos melhores cinemas sociais do momento", disse ele, que deu o Urso de Ouro para Tropa de Elite, DE José Padilha, quando presidiu o júri do Festival de Berlim em 2007.

Apesar de seu otimismo sobre a política latino-americana, Costa-Gavras mostra decepção com a dormência social no mundo em geral. "A sociedade tem ido de mal a pior. Antes, ao menos havia esperança ", explica ele que, talvez por este sentimento de desilusão, tenha decidido imprimir um tom de fábula mágica a seu novo filme.

"Tudo mudou radicalmente e eu também envelheci muito", disse, com mais firmeza que melancolia. "Nos sessenta e setenta podíamos ter posições claras. Havia dois grandes blocos e escolher um deles, filosoficamente, marcada já o caminho", coloca. "Hoje, se fala de duas ideias muito básicas, como a liberdade e a democracia, como se elas pudessem resolver todos os problemas. Mas a democracia se banalizou absolutamente. O mundo está dirigido pelas grandes empresas", assegura ele.

À procura de uma nova linguagem para os novos tempos, Eden à l'Ouest aborda a migração de uma perspectiva diferente. "Eu queria mostrar não o imigrante como um portador de drama e tragédia, mas como alguém que traz luz para os povos desse mundo supostamente mais rico", explica ele. Assim, Elias, o protagonista, se mascara no magnetismo sexual do ator italiano Riccardo Scamarcio que, desde que desembarca nas ilhas gregas até chegar a Paris, atua como um catalisador para os problemas emocionais que emergem no bem-estar.

"Há tanta solidão de um lado como do outro", diz o diretor. E garante que, em Eden à l'Ouest, decidiu se concentrar mais em pessoas comuns que no poder. No entanto, "ninguém como indivíduo pode dar solução ao problema da migração", sentencia. "O máximo que podemos fazer é, como acontece no filme, dar-lhes um casaco, almoço ou na cama. A verdadeira responsabilidade cabe aos governos." Costa-Gavras, que, a exemplo de cineastas como Roman Polanski, desenvolveu um tipo de cinema itinerante, admite que a sua decisão de escolher a nacionalidade de um filme depende apenas da história.

"Eu faço o filme no país em que me deixem fazer o que eu quero e com meus meios. Se não, eu não faço ", disse o cineasta que, para Éden à l'Ouest, contou com dinheiro da França, Itália e Grécia. O próximo alvo de sua denúncia ainda é indefinido. "Infelizmente, ainda há muitas histórias a serem contadas. Eu só tenho que ver o que posso contar melhor".

Fonte: Cuba Debate

Livro de poemas sobre a ditadura

O livro “Poemas do Povo da Noite”, de Pedro Tierra, pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva, será lançado nesta quarta-feira (28), em Brasília, para marcar os 30 anos da Lei de Anistia. Escrito nas prisões pelas quais passou o escritor entre os anos de 1972 e 1977, a obra retrata os procedimentos do regime militar no Brasil.

Hamilton Pereira da Silva, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi preso em 10 de junho de 1972, quando tinha 24 anos, em Anápolis, Goiás. Era acusado de subversão e de atentar contra a segurança nacional. Submetido a longos períodos de tortura, aos quais o autor costuma se referir como “interrogatórios”, permaneceu cerca de três meses incomunicável em quartéis do Exército em Goiânia e em Brasília.

Leitor e apreciador de literatura desde a adolescência, Hamilton encontrou na poesia uma maneira de se manter “vivo e lúcido na cadeia”, como forma de resistência e de comunicação com o mundo exterior.

Seus poemas descrevem os momentos passados pelos presos políticos, as torturas, a morte de muitos deles e a luta pela vida dos que resistiram às sevícias. São poemas em que palavras como “sangue”, “morte”, “luta” e “companheiro” aparecem com freqüência. A homenagem a companheiros mortos é também tratada no livro.

Fonte:Vermelho

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vídeo oficial de apresentação do Rio 2016 - Oficial Video Rio 2016

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Desobstrução

Inscrições para Encceja estão abertas

Já estão abertas as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2009 nível fundamental. O exame avalia competências e habilidades de quem não teve acesso ao ensino regular na idade própria. A idade mínima exigida para participação é de 15 anos, completos até o dia da prova que está marcada para 29 de novembro.

Os interessados devem se inscrever até o dia 30 de setembro, exclusivamente pela internet. As provas serão de língua portuguesa, língua estrangeira (inglês), artes, educação física, matemática, história, geografia, ciências naturais e redação. O exame é composto por 30 itens de múltipla escolha para cada uma das áreas.

Os candidatos devem se cadastrar no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e imprimir o comprovante com o número de acompanhamento da inscrição e da senha de acesso. É necessário indicar o local de realização da prova no momento da inscrição. O cartão de confirmação, que inclui o dia, local e horário das provas será enviado para o endereço do participante.

Quem participou do Encceja em anos anteriores, mas não obteve média suficiente para receber a certificação pode fazer o exame novamente, utilizando o mesmo número de inscrição anterior. Mais informações no site do Inep referente ao assunto: http://inscricao.encceja.inep.gov.br/enccejaInscricao/, ou pelo telefone 0800 616161.

Agência Brasil