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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mídia brasileira não vai além do pensamento único

A filósofa brasileira Marilena Chuí chama a atenção para a dificuldade que a oposição teve na campanha eleitoral, em manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: “ O preconceito começou com a guerrilheira, não deu cero;passou, então, para administradora sem experiência política, não deu certo; passou para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria antiaborto, e não deu certo”

“Não deu certo porque a população dispõe dos fatos concretos resultantes das políticas do governo Lula” Para a professora de filosofia da USP, essa foi a novidade mais instigante da eleição: a guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação. E esta ultima venceu.


Fonte:Vermelho

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Irmã de Fidel revela que foi informante da CIA

O livro de memórias, de 432 páginas, se intitula 'Meus irmãos Fidel e Raúl: a história secreta', e foi co-escrito junto à periodista norte-americana de origem hispano María Antonieta Collins. Juanita Castro ditou suas memórias há uns dez anos, mas até agora havia se negado a publicá-las.

Nas páginas do livro, Juanita, hoje com 76 anos - sete anos a menos que Fidel -, conta como, a princípio, foi partidãria da Revolução de 1959, porém, logo se desencantou. Dois anos depois do triunfo dos rebeldes, e após pedidos da esposa do então embaixador do Brasil em Havana e depois chanceler, Vasco Leitão da Cunha, a irmã de Fidel aceitou encontrar-se com um agente da CIA no México, de onde tinha planejado viajar para encontrar-se com sua irmã Emma.

Por esse tempo - e enquanto o governo revolucionário expropriava, de seu irmão mais velho, Ramón, a fazenda da família para explorá-la de acordo com os novos objetivos socialistas - a casa de Juanita já tinha se convertido em um santuário para os anti-comunistas.

Durante sua reunião com o contato da CIA, identificado como Tony Sforza, conhecido como "Enrique", Juanita disse de sua insatisfação com o fato de que muitos militantes e combatentes não comunistas que lutaram para derrubar o ditador Fulgencio Batista estavam sendo excluídos dos principais cargos.

No final da reunião, no Hotel Camino Real da Cidade do México, Juanita Castro já havia concordado em colaborar com a agência de espionagem norte-americana, mas sob uma estrita condição: que nunca a envolveriam em uma operação destinada a "liquidar fisicamente" algum de seus irmãos . "É a minha condição mais importante, eu diria que a única", contou Castro a Sforza, segundo suas memórias. A irmã de Fidel e Raúl, por sua vez, afirmou que jamais aceitou que lhe pagassem pela sua cooperação.

Feito o negócio, sua primeira missão não demorou a chegar: Castro devia encarregar-se de distribuir, no interior da ilha, vários carregamentos de latas de conserva onde seguiam escondidos mensagens e dinheiro para os agentes da CIA dentro de Cuba.

Entre 1961 e 1964, Juanita, basicamente, ajudou a passar mensagens, dinheiro e documentos para o interior da ilha. Segundo seu depoimento, ela foi a pessoa que informou à CIA que os mísseis soviéticos estavam sendo instalados em Cuba. Em 1962, durante seu segundo ano de trabalho secreto, começou a crise dos mísseis. Nunca o mundo esteve tão perto de uma guerra nuclear. Para contactar a Central de Inteligência, a irmã de Fidel e Raúl passava mensagens através de rádio de ondas curtas. As chaves para anunciar sua transmissão, escolhidas por ela, foram as música "Fascinación", de Marchetti, e "Obertura", de Madame Butterfly, de Puccini.

Segundo o jornal El Nuevo Herald, de Miami, que publicou trechos do livro, a CIA decidiu tirar Juanita de Cuba após Virgínia Leitão da Cunha, esposa do embaixador brasileiro, pedir especialmente. A esposa do diplomata, em Brasília, teria informado que Raúl Castro havia visitado sua irmã e deixado claro que já havia um arquivo sobre ela sob o rótulo de "atividades contrarrevolucionárias".

Juanita chegou aos Estados Unidos, em 1964, onde funcionou sua própria farmácia, até 2007, quando se aposentou.

Fonte: Vermelho e Página 12

Costa-Gavras: "A América-Latina está se libertando dos EUA"


"Na minha geração, vimos como os EUA controlavam tanto ditaduras como democracias na América Latina. O primeiro que teve a valentia de enfrentá-lo foi Fidel Castro e Cuba pagou e está pagando muito caro por isso", diz, em uma entrevista à imprensa madrilenha o diretor.

"Outros encontraram outras maneiras de fazer isso. E, em mim, o que mais admiração desperta é Lula da Silva. Há países que, ao contrário, parece que nunca sairão desta situação, como o México", assinalou.

Agora, o diretor, que oferecera uma refrescante análise da ditadura de Augusto Pinochet no Chile e se aproximara da realidade dos guerrilheiros tupamaros no Uruguai, retorna para os problemas europeus no Éden à l'Ouest, estrelado pelo ator italiano Riccardo Scamarcio. Na América Latina, de acordo com ele, já criaram a sua própria voz. "Sem dúvida, Argentina, Brasil e Peru estão oferecendo um dos melhores cinemas sociais do momento", disse ele, que deu o Urso de Ouro para Tropa de Elite, DE José Padilha, quando presidiu o júri do Festival de Berlim em 2007.

Apesar de seu otimismo sobre a política latino-americana, Costa-Gavras mostra decepção com a dormência social no mundo em geral. "A sociedade tem ido de mal a pior. Antes, ao menos havia esperança ", explica ele que, talvez por este sentimento de desilusão, tenha decidido imprimir um tom de fábula mágica a seu novo filme.

"Tudo mudou radicalmente e eu também envelheci muito", disse, com mais firmeza que melancolia. "Nos sessenta e setenta podíamos ter posições claras. Havia dois grandes blocos e escolher um deles, filosoficamente, marcada já o caminho", coloca. "Hoje, se fala de duas ideias muito básicas, como a liberdade e a democracia, como se elas pudessem resolver todos os problemas. Mas a democracia se banalizou absolutamente. O mundo está dirigido pelas grandes empresas", assegura ele.

À procura de uma nova linguagem para os novos tempos, Eden à l'Ouest aborda a migração de uma perspectiva diferente. "Eu queria mostrar não o imigrante como um portador de drama e tragédia, mas como alguém que traz luz para os povos desse mundo supostamente mais rico", explica ele. Assim, Elias, o protagonista, se mascara no magnetismo sexual do ator italiano Riccardo Scamarcio que, desde que desembarca nas ilhas gregas até chegar a Paris, atua como um catalisador para os problemas emocionais que emergem no bem-estar.

"Há tanta solidão de um lado como do outro", diz o diretor. E garante que, em Eden à l'Ouest, decidiu se concentrar mais em pessoas comuns que no poder. No entanto, "ninguém como indivíduo pode dar solução ao problema da migração", sentencia. "O máximo que podemos fazer é, como acontece no filme, dar-lhes um casaco, almoço ou na cama. A verdadeira responsabilidade cabe aos governos." Costa-Gavras, que, a exemplo de cineastas como Roman Polanski, desenvolveu um tipo de cinema itinerante, admite que a sua decisão de escolher a nacionalidade de um filme depende apenas da história.

"Eu faço o filme no país em que me deixem fazer o que eu quero e com meus meios. Se não, eu não faço ", disse o cineasta que, para Éden à l'Ouest, contou com dinheiro da França, Itália e Grécia. O próximo alvo de sua denúncia ainda é indefinido. "Infelizmente, ainda há muitas histórias a serem contadas. Eu só tenho que ver o que posso contar melhor".

Fonte: Cuba Debate

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Desobstrução

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Patrões e trabalhadores disputam espaço em debate na Câmara

O ministro do Trabalho, Carlos Luppi, o primeiro a falar, fez a defesa da proposta, lembrando que em 1988, quando a Constituição reduziu de 48 para 44 a carga semanal de trabalho, os patrões utilizaram a mesma argumentação que apresentaram hoje, com ameaças de falências e desemprego e nada disso ocorreu.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, ironizou que eles estão com adesivo defendendo as 44 que tanto combateram em 1988. O empresariado ostentou nas lapelas o adesivo com as palavras "44 é mais emprego". O parlamentar disse ainda que de todas as críticas que os empresários fazem da vida das empresas nunca houve críticas à jornada de trabalho.

O ministro Luppi citou o exemplo de vários países em que a média da jornada de trabalho é inferior a 40 horas semanais e que estão se desenvolvendo economicamente, como a China e a Índia, além de países da Europa.

Ao final da fala do ministro, os trabalhadores se manifestaram com aplausos e palavras de ordem: “40 horas já”. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse que as manifestações deviam ocorrer a cada 10 oradores e ameaçou suspender a sessão em caso de manifestações negativas, como as vaias que os trabalhadores lançaram para o segundo orador, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o deputado Armando Monteiro (PTB-PE).

Monteiro tentou responder ao ministro, dizendo que os países que concorrem com o Brasil tem jornadas mais altas e que no Brasil a média da jornada já é inferior a 44 horas. E insistiu com a proposta de que a redução ocorra pela negociação, setor a setor. Segundo ele, a lei nivela situações distintas e se revela inadequada.

A proposta que está pronta para ser votada em plenário, de autoria do então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), reduz a carga de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, com manutenção do salário. E eleva de 50% para 75% o adicional a ser pago pela hora extra.

Os 30 oradores inscritos se revezaram no microfone, durante quase quatro horas de debate, em alegações a favor e contra a proposta. As centrais sindicais escalaram suas lideranças para defenderem a proposta, enquanto os empresários apresentaram líderes de vários setores econômicos para convencer os parlamentares de votarem contra a proposta.

Fonte:Vermelho

Empresários polemizam contra a redução da jornada

A Proposta de Emenda Constitucional n° 231 que estabelece na Constituição o limite de 40 horas por semana para a jornada de trabalho e um valor de hora extra que seja 75% acima da hora normal, mantendo-se o mesmo salário, pode ter sua votação definitiva nos próximos dias.

A proposta causa arrepio aos empregadores e o presidente da Confederação Nacional da Indústria e deputado federal pelo PTB de Pernambuco, Armando Monteiro Neto, não se furtou à polêmica. Assinou um artigo, “Redução de jornada: mitos e verdades” e mandou publicar nos jornais de grande circulação.

Em mais de um aspecto, o artigo do dirigente dos burgueses mostra a atualidade do pensamento de Karl Marx. No terceiro volume de O Capital (publicado por Engels), o grande cientista alemão registrou que “é natural que no espírito dos agentes capitalistas da produção e da circulação necessariamente se formem, acerca das leis de produção, ideias que se desviam por completo dessas leis e apenas refletem na consciência o movimento aparente. As concepções de um comerciante, de um especulador da bolsa, de um banqueiro, por força, espelham o real às avessas”. E, de fato, Monteiro Neto apresenta mitos como verdades e verdades como mitos, o real às avessas...

Escreve o industrial: “O Brasil está permeado de leis que nunca pegaram pelo simples fato de terem desconsiderado um ‘pequeno detalhe’: a realidade”. Não é verdade, senhor burguês. A imensa maioria das leis que não pegam no Brasil – como, por exemplo, a da reforma agrária, a do respeito aos direitos dos consumidores, boa parte das normas trabalhistas – não pegam porque os proprietários dos meios de produção se recusam a cumpri-las e contam com a morosidade (quando não cumplicidade) da Justiça para não serem punidos.

Fonte:Vermelho

30 anos após anistia, canções de exílio sobreviveram ao tempo

Por Luiz Fernando Vianna, na Folha de S.Paulo

A história das canções do exílio feitas no Brasil por causa da ditadura militar começou em 1968 sob uma vaia que o tempo tornou constrangedora. O calor do momento político fez com que a plateia do Maracanãzinho massacrasse "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque, para exaltar "Caminhando ("Pra Não Dizer que Não Falei de Flores)", de Geraldo Vandré, no 3º Festival Internacional da Canção.

As circunstâncias impediram que um público de esquerda, num momento de maniqueísmo político, percebesse que Chico estava reinterpretando a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, à luz da ditadura militar. "Vou voltar/ Sei que ainda vou voltar/ Para o meu lugar", clamava a letra.

Apesar do trauma inicial e do acirramento da repressão, inclusive aos artistas, muito do que se compôs sobre o tema foi permeado de humor.

Esta aparente leveza deu uma contribuição fundamental para que as músicas passassem pela censura e, também, sobrevivessem ao tempo, sem o estigma das canções de protesto tradicionais.

Obrigados em 1969 a trocar o Rio de Janeiro por Londres, Gilberto Gil saiu mandando "Aquele Abraço" -era assim que os soldados de onde esteve preso o saudavam- e Caetano Veloso homenageou sua irmã em "Irene": "Eu quero ir, minha gente/ Eu não sou daqui/ Eu não tenho nada, nada/ Quero ver Irene rir".

Por causa do choro que verteu ao receber a visita de Roberto Carlos em Londres, Caetano ganhou do Rei, em 1971, "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos", com muito mais dor do que humor.

Já Chico, quando voltou ao assunto na epistolar "Meu Caro Amigo" (1976), foi para avisar com oblíqua graça ao exilado dramaturgo Augusto Boal, então na França, que a coisa aqui estava "preta".

Se o humor persistiu sob os anos de maior chumbo, não faltaria em 1979, quando a anistia aos exilados se avizinhava. O hino involuntário da campanha -melodia de João Bosco e voz de Elis Regina- foi um suave samba-enredo que começava fantasioso: "Caía a tarde feito um viaduto". Na letra de "O Bêbado e a Equilibrista", Aldir Blanc escreveu "irmão do Henfil" porque não sabia que ele se chamava Herbert de Souza.

Ainda mais leve, o samba "Tô Voltando" (Maurício Tapajós/Paulo César Pinheiro), gravado por Simone, imaginava um homem retornando à sua mulher, à sua casa.
E não foi só na música que vozes que tinham sido caladas voltaram a soar. Livros com memórias sobre os anos no exterior chegaram às listas de mais vendidos. Ler "O que É Isso, Companheiro?" (1979) e "Crepúsculo do Macho" (1980), de Fernando Gabeira, era quase obrigatório.

"Não Verás País Nenhum" (1981), de Ignácio de Loyola Brandão, "Passagem para o Próximo Sonho" (1982), de Herbert Daniel, faziam a ponte entre o país que acabava e o que queria começar.

PSDB paulista lança 'megaportal' para ajudar Serra em 2010

O portal é iniciativa do PSDB paulista, mas anunciou a criação de uma rede nacional, com a interação dos outros diretórios da sigla. Porém, à primeira vista, o governador mineiro Aécio Neves não terá muito espaço na nova página tucana, que já foi inaugurada dando destaque para o pretendente paulista à sucessão de Lula, o governador José Serra.

Com o novo portal, os tucanos tentam diminuir a desvantagem que percebem ter no mundo virtual. "Precisamos reunir o nosso exército para enfrentar este novo momento virtual e o tucano.org.br será a porta de entrada dos nossos militantes", afirma César Gontijo, secretário-geral da Executiva Estadual do PSDB de São Paulo e um dos idealizadores do novo portal. Na sua avaliação, o PT saiu na frente no que ele classifica de "guerra cibernética contra os tucanos".

Ele cita, por exemplo, que se for feita uma busca no YouTube (site de compartilhamento de vídeos) com os nomes de Dilma Rousseff (PT) e de José Serra (PSDB), pré-candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os primeiros resultados dos vídeos da petista são altamente positivos e favoráveis. E com Serra, ocorre o inverso, com vídeos desfavoráveis e negativos. "Nossa ação não será de ataque ou revide, mas sim propositiva", informa o secretário-geral.

Fonte:Vermelho

Blog do Governo estreia em 31 de agosto

O blog do Planalto deve estrear na próxima segunda-feira (31). A página do governo terá como objetivo detalhar o dia-a-dia da Presidência da República com uma linguagem voltada ao público jovem.

O blog deveria ter estreado no mês de julho, mas segundo o Portal Imprensa, a página já está em fase de conclusão.

Ao todo cinco pessoas trabalharão no projeto, entre eles estão Nelson Breve, o jornalista Jorge Cordeiro, ex-editor do site brasileiro do Greenpeace e o designer de informação Daniel Pádua (do blog chalking).

O blog já é alvo de críticas entre especialistas. "Parece forçação de barra", declarou a pesquisadora de mídia social da PUC-RS, Ana Maria Brambilla. "É uma ação tardia, seguindo o monte de públicos que foram para a web agora".

Redação Adnews

domingo, 19 de julho de 2009

Congresso da UNE e manipulação da mídia


Após viajarem milhares de quilômetros em centenas de ônibus fretados, mais de 15 mil jovens de todos os recantos do país estarão reunidos em Brasília para participar do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Durante cinco dias, eles esbanjarão energia, criatividade e garra em várias passeatas, em acirradas polêmicas nos 25 grupos de debate sobre temas candentes e em plenárias infindáveis. Não haverá cansaço ou desanimo, mas uma baita disposição para lutar por melhorias na educação e por mudanças profundas no país. Caso a mídia tupiniquim respeitasse a nossa juventude, o congresso seria manchete em todos os jornais e nas emissoras de TV e rádio.

Mas a mídia hegemônica prefere evitar qualquer engajamento dos jovens. Ela aposta sempre na alienação e ceticismo. Rejeita qualquer ação coletiva. Prefere estimular o consumismo doentio e o individualismo exacerbado. Por isso, o evento da UNE surge, no máximo, no pé de página dos jornalões tradicionais ou em rápidos flashes na TV.

Quando ela trata do evento, é para atacar a organização juvenil e criminalizar suas lutas. Ela omite ou emite opiniões raivosas. Como nos ensina Perseu Abramo, no livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, a ocultação e a inversão da opinião pela informação são duas técnicas muito utilizadas pelos barões da mídia.


Fonte:vermelho

sábado, 18 de julho de 2009

Novo Estatuto do Torcedor deve virar lei

Os torcedores de futebol mais violentos deverão ser punidos em breve com penas alternativas. O governo espera que o novo Estatuto do Torcedor se torne lei até outubro próximo. A previsão é do secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.

As novas regras preveem, por exemplo, uma pena alternativa para o torcedor violento, em que ele deverá prestar serviço comunitário, por até três anos, sempre nos dias e horários em que seu time estiver jogando. “Essa é uma maneira de tirar do estádio as pessoas que estão brigando ou atrapalhando”, afirmou.

"Não é justo um cara ser pego brigando, com pau e pedra, lesionar, machucar e ferir gravemente várias pessoas e chegar num Juizado Especial Criminal, pagar dez cestas básicas e ser liberado."

O novo Estatuto também estabelece a punição aos cambistas ou para as pessoas que participarem de um esquema de desvio de ingressos. “Hoje o policial não consegue nem apreender os ingressos dos cambistas porque não é crime, nem nada”, reclamou o secretario.

“É preciso aumentar, com ingressos promocionais, a ida de mulheres, famílias e de pessoas da terceira idade e de crianças aos estádios porque esses grupos naturalmente neutralizam e isolam esses grupos violentos”, apontou Maurício Murad, sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

A solução, segundo ele, virá somente quando se pensar a violência no seu aspecto cultural, vinculada também a problemas como a desigualdade social. "As saídas vão surgir desses debates”, defendeu Medina.


Fonte:Vermelho

51º CONUNE aprova moção de apoio ao impeachment de Ieda Crucis

Apoio à campanha “Empurra que ela cai” pelo impeachment da governadora tucana do Rio Grande do Sul, Ieda Crucis, foi uma das muitas moções aprovadas na manhã deste sábado (18) na plenária do 51º Congresso Nacional da UNE (CONUNE), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF).

A manhã foi dedicada a votação das moções, aprovada por aclamação pelos diversos grupos de estudantes que se dividiram sob as mesmas bandeiras, as mesmas palavras de ordem e as mesmas teses, ao longo do estádio.

Os grupos são os que dão origem e apoio às chapas que concorrem as eleições para a nova diretoria da entidade, que acontecem nesse domingo (19), encerrando o evento.


Aos gritos de “U-NE, U-NE, É prá lutar, É prá lutar”, os estudantes aprovavam por aclamação as moções. Eles aprovaram ainda a Moção de Repúdio aos retrocessos na área do meio ambiente, condenando a Medida Provisória aprovada no Congresso e sancionada pelo Presidente Lula que beneficia latinfundiários com a ampliação das fronteiras agrícolas.


Outra moção de interesse nacional foi a da democratização dos meios de comunicação. O Congresso da UNE é contrário a direção dos meios de comunicação por grandes grupos econômicos, a concessão dos meios de comunicação aos parlamentares, apesar da proibição da prática por lei e a perseguição às rádios comunitárias. E anuncia que vai participar ativamente dos debates da 1ª Conferência Nacional de Comunicação.


Ao final das atividades da manhã, a presidente da entidade, Lúcia Stumpf, leu a carta da prefeita de Fortaleza (CE), Luizianne Lins (PT), oferecendo a cidade para sediar a 7ª Bienal de Arte de Cultura da UNE, em 2011.


Fonte:Vermelho

Petrobras: por que o "paquiderme" incomoda a oposição?

Os artiguetes do Globo e a CPI da Petrobras têm o mesmo objetivo. Além de interesses eleitorais, visam a destruir a empresa vista por Sérgio Mota, ministro e amigo de FHC, "como um paquiderme que consumia US$ 9 bilhões em importações, prejudicando a balança comercial e a sociedade brasileira".

Falta de seriedade e má-fé não costumam dar bons resultados em profissão alguma. Em jornalismo, a união das duas "qualidades" costuma ser fatal. Se, de um lado, agrada ao leitor militante, aquele para quem a informação serve apenas para reiterar sua visão de mundo biliosa, de outro, põe em xeque a existência da própria imprensa como principal instância de visibilidade da vida pública. A justeza dessas observações parecem não preocupar os editores de O Globo. Pelo menos, os de política e economia.

Em sua edição de quinta-feira, 16 de julho, no alto da página 3, encontramos um artiguete que parece reforçar a tese de que a procura de isenção deve começar reunindo tudo o que houver de mais parcial, distorcido e tendencioso. A verdade, nas grandes redações, costuma estar escrita em código na mentira deslavada.

Intitulado “Ato falho", o pequeno editorial destila raiva e descontextualização. Serve puramente como pretexto para o jornalismo de campanha. Um vale-tudo que, ao contrário da luta que leva esse nome, não tem quaisquer impedimentos, sendo permitidas cotoveladas, cabeçadas e, principalmente, barrigadas. O objetivo primário é suprir a ausência de discurso organizado da oposição, animando o seu eleitor com critérios de análise baseados no denuncismo vazio.



Fonte:
vermelho (leia mais...)

Guerra perdida

Amaioria dos condenados por tráfico são réus primários, presos sozinhos e com pouca quantidade de droga. Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa ainda inédita, coordenada pela professora Luciana Boiteux, da Faculdade de Direito da UFRJ, e Ela Wiecko, da UnB.

As pesquisadoras analisaram 730 formulários, preenchidos com base em sentenças das varas criminais do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Os dados revelam que mais de 60% dos condenados estavam sozinhos no ato da prisão. Dois terços dos presos fluminenses não possuíam antecedentes criminais. Em Brasília, os primários somam 38%.

“A polícia tem levado para a cadeia quem trabalha no varejo”, diz Boiteux. “Os atacadistas estão fora dos presídios. Para combatê-los, é necessário muita investigação. Mas é mais fácil prender os pequenos em batidas policiais de rotina.”


Fonte:Carta Capital

Quem é Marcelo Itagiba



Fonte:Conversa afiada

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Jornalistas apelam à Suprema Corte de Israel contra proibição de entrar na Faixa de Gaza

Nesta segunda-feira (24), jornalistas estrangeiros sediados em Israel apelaram à Suprema Corte do país para reverter uma decisão do governo que os proíbe de entrar na Faixa de Gaza.

A Associação de Imprensa Estrangeira entrou com a ação após uma carta - firmada pelos diretores das principais companhias jornalísticas do mundo - enviada ao primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, não convencer o governo a encerrar a proibição.

Segundo a Agência Estado, Israel restringe há tempos o movimento em sua fronteira com Gaza. Após um recente aumento nos ataques com foguetes lançados por militantes no território israelense, o país proibiu a passagem da maioria dos suprimentos básicos para os palestinos. Os jornalistas são barrados desde o dia cinco de novembro. A petição enviada nesta segunda-feira (24) pede uma audiência urgente para que o assunto seja discutido.

Obs: A Faixa de Gaza é um território situado noMédio Oriente. É um dos territórios mais densamente povoados do planeta, com 1,4 milhão de habitantes para uma área de 360 km². A designação "Faixa de Gaza" deriva do nome da sua principal cidade, Gaza.

fonte:portal imprensa

domingo, 23 de novembro de 2008

Estatuto da igualdade racial


Projeto está parado na Câmara desde 2005.


O estatuto propõe cotas raciais, entre outros pontos, para mercado de trabalho, universidades e atores de cinema, publicidade e TV -em alguns casos com reserva de até 20% das vagas. Mas ele gera críticas: após entregar ao governo um manifesto contra o estatuto, a antropóloga Yvonne Maggie disse que o projeto criaria um "racismo de Estado".

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A infame tradição

Vícios políticos ainda permeiam direita e esquerda no Brasil e põem em risco o processo democrático

As fraquezas do sistema político brasileiro não estão nos procedimentos eleitorais. Estes são menos complicados do que os norte-americanos, como provam as últimas eleições lá e aqui. Residem no modo pelo qual as regras -sejam elas meros acordos ou leis promulgadas- são cumpridas. O vício é nacional. Sabemos que existem leis que não pegam. O combate ao alcoolismo é o exemplo mais recente. Foi proibida a venda de álcool na beira das estradas, a última "lei seca" impôs limite praticamente zero ao consumo de bebida pelos motoristas. Ambas foram escandalosamente anunciadas, cumpridas a ferro e fogo por algumas semanas e, depois, como o Estado, felizmente, não tem condições de vigiar, controlar e punir os pormenores do comportamento dos cidadãos, as coisas, infelizmente, resvalam para a situação anterior.

Democracia interna
A atual crise financeira e econômica comprova que os Estados nacionais somente se tornam atores eficazes em suas práticas anticrise se agirem coordenadamente, o que levanta desde logo a questão política do controle popular das instituições internacionais encarregadas de sanar os desregramentos dos mercados. Ora, esse controle implica aprofundar ainda mais a democracia interna. Em primeiro lugar, criar um espaço em que os interesses e as ideologias possam se configurar publicamente, de sorte que a luta política se exerça como jogo de opções particulares diante de alternativas claramente desenhadas. Sob esse aspecto, toda política que dilua essas particularizações se torna extremamente reacionária.

Oposição responsável
Também a oposição não deixa de ter culpa no cartório. A tarefa de se configurar como alternativa ao lulismo cabe ao PSDB. É consenso que José Serra foi o maior beneficiário do último processo eleitoral, mas é preciso que ele não permita a seus aliados levarem de roldão seus adversários -circunstanciais ou não. Do mesmo modo, já que Aécio Neves, apoiado por seu excelente governo de Minas Gerais, legitimamente aspira à Presidência, que ele tenha a cautela de refrear seus aliados, impedindo-os de vir a público fazer denúncias irresponsáveis. Se ambas as partes se lançarem num jogo descomprometido com procedimentos democráticos, o desastre será enorme. Espero de nossas lideranças críticas que sejam capazes de articular um movimento de oposição combatendo essa anomia dos costumes políticos brasileiros, essa irresponsabilidade diante das normas que ameaça o nosso futuro democrático. Antes de tudo é preciso saber que país queremos.
fonte:folha de sao paulo

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Brasil reforça pedido por mais abertura

Em encontro com Madeleine Albright -representante do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, na cúpula do G20- o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enfatizou a importância atribuída pelo Brasil à multilateralidade no comércio e disse crer que as relações entre os países se aprofundarão.

"Tivemos relações amigáveis com o presidente [George W.] Bush e uma relação muito próxima na OMC [Organização Mundial do Comércio]. Mas há uma questão de afinidade com os democratas, e a tendência é que a relação se desenvolva mais ainda", afirmou Amorim após a reunião, na noite de sábado, em Washington.

O Brasil tinha avaliado que não havia interesse de nenhuma das partes para um encontro, mas os planos mudaram e o ministro adiou sua volta a Brasília para poder se reunir com Albright.

Acordo do G20 esbarra em planos de Obama

Presidente eleito elogia reunião, mas moratória adotada pelos países em relação a medidas protecionistas é vista como limitadora

Compromisso estipulado pelos líderes mundiais deve conflitar com a intenção de Obama de salvar a indústria automobilística nos EUA

Apesar de ter se mantido estrategicamente distante da reunião do G20 no fim de semana em Washington, o presidente eleito Barack Obama ficou satisfeito com as ações indicadas no comunicado final. Um dos itens da carta de intenções dos líderes, porém, foi encarado como potencialmente limitador para seus planos no primeiro ano de governo.

É o item 13 do comunicado, que anuncia moratória de 12 meses em medidas protecionistas pelos países signatários. Se levado ao pé da letra, o compromisso pode inviabilizar o desejo de Obama de salvar a indústria automobilística local com dinheiro do governo, o que ele diz ser uma das prioridades do país.

O presidente eleito reforçou essa opinião ontem.Em entrevista ao programa "60 Minutes" que foi ao ar na noite de ontem na TV dos EUA, ao ser indagado sobre a ajuda a Detroit, Obama disse: "A indústria automobilística ter um colapso seria um desastre neste tipo de ambiente" de crise. "Então, acredito que temos de dar assistência a essa indústria."Os republicanos em geral se opõem à ajuda.

Ontem, o senador Richard Shelby chamou a indústria, que sofre com a queda nas vendas, a falta de crédito no mercado e a concorrência de estrangeiras mais eficientes, de "dinossauro" (leia texto à pág. B5).

No sábado, o presidente George W. Bush havia dito que "um dos perigos durante uma crise dessas é que as pessoas vão começar a implantar políticas protecionistas".

fonte:folha de sao paulo