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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Use a raiva a seu favor!

A raiva é um sentimento poderoso. Quem nunca se viu lembrando de um episódio chato que aconteceu há muito tempo e sentindo a mesma raiva da pessoa e/ou situação como se aquilo tivesse acontecido cinco minutos atrás? De fato, dentre todos os sentimentos, a raiva e sua derivação mais perigosa, o ódio, são os que mais grudam em nossa memória, tamanho o impacto que provocam em nossas emoções. Repare que muitas vezes parece mais fácil se lembrar de algo que nos irritou e chateou do que de algo positivo de nossa história.

De fato, a raiva parece estar ligada a um aspecto da mente humana similar ao fogo: que de uma faiscazinha pode se expandir rapidamente com um poder devastador enorme e incontrolável. Quando se vê, tudo já virou cinza e pelo caminho acabam sendo destruídos objetos que nada tinham a ver com o problema inicial.

DIRECIONANDO A RAIVA

Se ficar, o bicho come, e se correr, o bicho pega... Como fazer, então? Em primeiro lugar, é importante saber que não se deve negar a raiva. Se algo de ruim ocorre com nome e endereço sabidos, não adianta simplesmente agir como bonzinho, dizendo que está tudo bem. A raiva, quando não manifesta, prejudica quem a sente. Ou seja, é preciso direcionar a raiva para o lugar correto. Isso não significa vingança e sim assertividade. Dizer e fazer o que deve ser dito e feito. Uma conversa esclarecedora mostrando os pontos em que se sentiu desrespeitado geralmente é útil. Além disso, outro recurso é o da reflexão sobre os aprendizados que aquele sentimento trouxe. Pergunte-se coisas como:

  • De que modo você agiria no lugar da pessoa que lhe fez mal?
  • Você já cometeu erros desse tipo antes?
  • Acha que essa pessoa fez de caso pensado ou foi de maneira inconsciente?
  • Você vê arrependimento na pessoa?
  • O que a raiva lhe fez enxergar de novo?
  • Quais ações você gostaria de tomar daqui para frente em sua vida?

A dica é usar a raiva a seu favor e seguir mais forte, sempre.


Fonte:Personare

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Futebol na Globo: nada a ver!

As finais da Libertadores da América, maior torneio do nosso continente, não foram exibidas para a TV aberta. A Rede Globo, detentora exclusiva dos direitos de transmissão, preferiu exibir dois jogos pelo Campeonato Brasileiro. Nada contra o torneio nacional, mas a final do torneio mais desejado por dez entre dez clubes brasileiros merecia maior atenção.

É indiscutível que a Libertadores é o torneio que mexe com as torcidas em todo o continente, principalmente no Brasil, país que come, bebe e respira futebol.

Os torcedores gostam de ver seu time ganhar até torneio juvenil. Tudo para sacanear os amigos no bar na segunda-feira. Mas a Libertadores é uma obsessão, uma obrigação. A possibilidade de disputar o Mundial Interclubes contra o campeão europeu e ver seu time superar os prognósticos que sempre apontam os times do velho continente como favoritos é de arrepiar qualquer brasileiro.


Mas você, que ama futebol e conta seu dinheirinho todo mês para pagar as contas, não podendo pagar por uma TV a cabo, não viu. E já adianto, se o seu time não é do eixo Rio-São Paulo, não vai ver nunca uma final de Libertadores na TV aberta. Ou vai à casa de um amigo, ou a um boteco, mas no conforto da sua casa, tomando uma cervejinha, tranquilo, com a família, nem com reza brava!


Tudo isso porque a Rede Globo preferiu, imaginem só, adiar um jogo do Brasileirão entre Corinthians e Fluminense, no Pacaembu, que seria no domingo para quarta-feira, justamente o mesmo dia da primeira final da Libertadores.

Alguém pode até dizer que o Corinthians tem a 2ª maior torcida do Brasil, e a maior do estado mais populoso do país, mas se um canal de TV tem direitos exclusivos para transmissão de futebol, o maior evento do futebol na América do Sul entre clubes não deveria ser exibido?

Pois é, para a Globo pouco importa o futebol. Importa a audiência, essencial para os anunciantes, que afinal de contas, são os mandatários da programação televisiva brasileira. E isso é o futebol para a emissora, somente um espetáculo de audiência.

A opção pelo jogo do Corinthians, visava a explorar a boa imagem de Ronaldo perante torcedores de todo o Brasil. E também a visibilidade que esse time do Corinthians, campeão de tudo este ano, proporciona por ser um bom time, além de sua grande torcida.

Ou seja, o torcedor para a Globo é um mero consumidor do produto futebol.

Uma semana depois, foi a vez de Flamengo e Palmeiras, no Maracanã, também pelo Campeonato Brasileiro, substituírem o épico do ano na América do Sul. O jogo até possuia seus atrativos, afinal era o jogo da afirmação do “interino” Jorginho no Palmeiras, mas também do inconstante time do Flamengo e seus inúmeros problemas internos.

Aí já foi demais! O Cruzeiro jogava a vida no Mineirão pela final da Libertadores, e o Estudiantes botava água no chopp cruzeirense. Por si só, já era fantástico!

Mas a santa audiência da Globo era a prioridade. Preferiram exibir em São Paulo o jogo entre o rubro-negro carioca e o alviverde paulista. Buscando a atenção da 3ª maior torcida de São Paulo, a do Palmeiras, juntamente a maior do país e 5ª entre os paulistas. Resultado: final da Libertadores em São Paulo, só na TV a cabo.

Enquanto isso, torcedores viram reféns de um canal de televisão pelo fato de haver exclusividade de transmissão dos torneios de futebol no Brasil e na América do Sul. Que, por sua vez, reduz o futebol a um programa de TV qualquer, com seus efeitos de imagem, apresentadores, artistas e, principalmente, seus parceiros.


Não é a toa que o futebol na Globo tem exatamente os mesmos patrocinadores da seleção brasileira. E essa relação espantosa entre o canal e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) faz com que a segunda caminhe de joelhos perante a primeira, inventando horários lastimáveis para os torcedores que suam a camisa para poder assistir aos jogos, e que depois se virem para retornar às suas casas.

Ficamos submetidos ao horário da novela, do programa do Luciano Huck, do Faustão, o resto pouco importa.

E assim caminha o futebol brasileiro, rumo à Copa, e ao desastre.

O povo não é bobo!


fonte: vermelho

domingo, 26 de julho de 2009

Bom senso comum

O senso comum é completamente diferente do bom senso. É uma das vantagens da nossa língua (em inglês, as duas coisas são o "common sense"). Eles não têm um termo apropriado para diferenciá-las. Tenho dito que o senso comum é a religião mais praticada no mundo. E explico: ele depende de fé e não de explicação. Quando alguém diz "mãe é mãe" faz uso do senso comum. Supõe que você tenha fé na afirmação e a obedeça, amando e acatando sua mãe, não importa que tipo de pessoa ela seja.

O bom senso é o sentido de lógica com que nascemos. Meu filho -que foi criado sem religiões- deu um ótimo exemplo de bom senso quando ouviu pela primeira vez os dez mandamentos. Perguntou por que não havia um mandamento sobre honrar filhos e filhas.

O senso comum acata; o bom senso estranha e pergunta. O senso comum não explicita, alude ("você tem que ir porque é meu namorado"); o bom senso quer saber o que é um namorado, e por que ele tem que ir, já que está achando um programa de índio. O senso comum diz: "É porque todo mundo faz assim". Resposta muito usada no episódio das passagens aéreas do Congresso. Já o bom senso questiona se é ético ou não. Precisamos muito do bom senso.


Francisco Daudt é psicanalista
Fonte:REvista da folha

Nova vistoria no Araguaia pode encontrar até 14 ossadas

A comissão que busca as ossadas dos desaparecidos na guerrilha do Araguaia (1972-75) visitou nesta sexta-feira (24) três áreas onde podem estar enterrados os restos mortais de até 14 militantes. Em duas delas serão feitas escavações.



O "complexo do Matrinxã" reúne até seis ossadas de guerrilheiros, segundo mateiros e moradores. José Maria Alves da Silva, o Zé Catingueiro, de 72 anos, mostrou onde estariam dois de homem e um de mulher. Numa parte densa da floresta, o local permanece igual há 40 anos. "É a área de maior expectativa, porque é estreita e apontada pontualmente", diz o antropólogo Elvis Adriano da Silva Oliveira, um dos técnicos da equipe.

A cerca de 400 metros dali, por mata fechada, estariam as ossadas de mais dois guerrilheiros — Antônio Teodoro de Castro, o Raul, e Cilon Cunha Brum, o Simão. A três quilômetros, estaria ainda Vandick Coqueiro, o João Goiano. Esses pontos devem ser escavados.

A outra região, embora bastante alterada, é a clareira do Cabo Rosa. Relatos apontam que até oito podem estar enterrados lá, entre eles Uirassu Batista, o Valdir, Renê Silveira e Silva, o Duda, Antonio Ferreira Pinto, o Alfaiate, e Helio Navarro, o Edinho. Há uma versão que este último estaria vivo.

Em um helicóptero militar, o grupo também foi à serra das Andorinhas, onde, segundo relatos de moradores e especialistas, foram queimados, ao final da guerrilha, corpos que estavam espalhados por cemitérios clandestinos. Nenhum vestígio, porém, foi encontrado nesta área.

Fonte:folha de sao paulo

1ª Jornada Lésbica Feminista começa em 1º de agosto

Foi definido o calendário inicial da 1ª Jornada Lésbica Feminista do Rio Grande do Sul, que ocorrerá durante todo o mês de agosto, em Porto Alegre. A programação começa já no dia 1º e inclui projeções de filmes seguidas de mesas-redondas, debates, oficinas, além de panfletagens em locais de grande movimentação de pessoas, como em bares e o Bric da Redenção.

O encerramento da jornada será em 30 de agosto, quando será realizada a 3ª Marcha Lésbica de PoA e a 1ª Marcha Lésbica do Rio Grande do Sul. A concentração será a partir das 13 horas no Espelho d’Água da Redenção. A programação completa pode ser acessada no bloghttp://www.iiimarchalesbicadepoa.blogspot.com:80

Durante a jornada também será apresentada uma pesquisa inédita sobre o atendimento prestado a mulheres lésbicas na rede pública. O levantamento foi feito pelo Nupacs (Núcleo de Estudo e Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde), em conjunto com a Liga Brasileira de Lésbicas, em postos de saúde do SUS. Seu objetivo é aprofundar a discussão acerca do preconceito institucionalizado nos serviços prestados pelo estado à população de mulheres lésbicas.

A realização da 1ª Jornada Lésbica Feminista conta com a colaboração de diversas entidades, como a CTB-RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Coletivo de Mulheres da CUT-RS, Coletivo de Mulheres da Ufrgs, Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha, , Federação dos Bancários, Marcha Mundial das Mulheres e UJS (União da Juventude Socialista).


Fonte:Vermelho

sexta-feira, 24 de julho de 2009

'HuffPo': o blog que virou fenômeno jornalístico da web


Em menos de cinco anos, um blog criado por uma socialite e política frustrada, transformou-se no mais bem-sucedido caso de site jornalístico na internet e agora já é apontado como possível modelo para uma nova geração de publicações híbridas, online e offline.

Por Carlos Castilho, no Observatório da Imprensa


O The Huffington Post surgiu em maio 2005 quando a greco-americana Arianna Huffington (59 anos), com o apoio do empresário Kenneth Lerer, criou um blog para publicar notícias e fofocas sobre a elite política em Washington, depois de perder as eleições para governo do estado da Califórnia.


Hoje, o HuffPo, apelido dado pelos seus usuários e colaboradores, é o site mais linkado na internet e tem em média 22 milhões de visitantes únicos mensais, segundo estimativa do serviço Google Analytics. Em 2008, o site recebeu US$ 15 milhões de investidores e anunciou planos de criar uma equipe de 20 repórteres investigativos de alto nível e abrir edições locais nas principais cidades norte-americanas.


O segredo do sucesso do HuffPo está na combinação de um esquerdismo político moderado na sua linha editorial e um abertura ampla para colaboradores de todos os tipos, desde personalidades do cinema e jornalistas, até políticos de todas as tendências e ativistas ambientais. O jornal online apoiou abertamente a campanha eleitoral de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos.



Fonte:
Vermelho

Cinema nas periferias, a nova meta de Lula para a cultura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação urgente de salas de cinema na periferia das grandes cidades. “É preciso ter uma determinação, e aí talvez seja uma combinação entre prefeitura, governo estadual e governo federal para fazer com que essas coisas cheguem definitivamente à periferia, onde está a maioria da população”, afirmou.

Nesta quinta-feira (23), em São Paulo, Lula assinou o projeto de lei que criou o Vale-Cultura — a primeira política pública do governo voltada ao consumo cultural, que funcionará no mesmo molde do vale-refeição. Pelo projeto, os trabalhadores receberão R$ 50 por mês, em um cartão magnético, para comprar ingressos de cinema, de teatro, de museus e de shows, além de livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais.

O presidente falou, em especial, sobre a situação do cinema nacional, que passa por excelente fase criativa mas não tem a distribuição que merece nem salas. As pessoas, disse Lula, sentem falta de opções de lazer, além da televisão, que oferece “um misto de coisas boas com a maioria de coisas ruins”. De acordo com ele, não é possível o cinema brasileiro produzindo “coisas de tão boa qualidade e a distribuição ser de tão má qualidade”, devido à falta de salas de exibição.


Fonte:
Vermelho

Governo recomenda que aluno com sintoma de gripe evite voltar para escola

Notícia do Portal G1 traz a íntegra de uma nota do governo federal recomendando que os estudantes e professores com sintomas de gripe evitem voltar para a escola até que tenham se curado. A orientação é para reforçar a prevenção contra a nova gripe. Já foram confirmadas, no país, 29 mortes em quatro estados brasileiros: 11 no Rio Grande do Sul, 12 em São Paulo, 1 no Paraná e 5 no Rio de Janeiro. O adiamento do calendário escolar em alguns estados ainda está em discussão com as secretarias estaduais de saúde.

Fonte:
Portal G1-->Leia mais..

Pesquisa revela que 87% da comunidade escolar têm preconceito contra homossexuais

Agência Brasil traz uma série de reportagens sobre homofobia nas escolas públicas brasileiras. Segundo uma pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar adequadamente com a temática.

Fonte:
Agencia Brasil---> Leia mais..

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Brasil pode perder 33 mil jovens

Nesta terça-feira o Observatório de Favelas, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) divulgaram o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). O índice envolve 267 municípios do Brasil, todos com mais de 100 mil habitantes. De acordo com os dados, cacula-se que mais de 33 mil adolescentes sejam assassinados de 2006 a 2012, caso as atuais condições de vitimização e violência não mudem no país.

fonte:vermelho

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Telefônica pede para voltar a vender o Speedy

A Telefônica informou nesta sexta-feira que concluiu o plano de estabilidade do seu serviço de acesso rápido à Internet, pouco mais de três semanas depois da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter proibido a venda do Speedy devido a uma série de interrupções na rede nos últimos meses.

"A Telefônica antecipou em mais de uma semana a conclusão do plano de estabilidade da rede do Speedy apresentado à Anatel em 26 de junho", segundo a empresa.

As vendas do Speedy continuam suspensas, segundo a Telefônica. A empresa encaminhou na quinta-feira para o órgão regulador o plano executado e agora espera autorização da agência para reiniciar as vendas do serviço de Internet rápida.

A Telefônica duplicou a capacidade de resolução dos servidores DNS, computadores que conectam os internautas aos endereços dos sites. A empresa também ampliou o contingenciamento responsável pela conexão de sua rede com a Internet no resto do mundo.

Conforme a companhia, as medidas já adotadas garantem "estabilidade e contingência da rede" do Speedy.

A Telefônica tem 750 milhões de reais em investimentos programados para melhorias no Speedy em 2009. Desse montante, 70 milhões de reais referem-se às medidas destinadas a atender demandas específicas da Anatel, de acordo com a empresa.

A Telefônica possui cerca de 2 milhões de clientes do Speedy. O serviço de banda larga é responsável por pouco menos de 30 por cento de todo o faturamento da empresa no Brasil.

Em 2008, uma pane na rede de dados da empresa afetou milhões de pessoas no Estado de São Paulo ao cortar por várias horas serviços de Internet rápida de órgãos públicos.

Depois de resolvido o problema, a Telefônica concedeu cinco dias de desconto na fatura dos assinantes do Speedy.

Fonte: Reuters

domingo, 19 de julho de 2009

Congresso da UNE e manipulação da mídia


Após viajarem milhares de quilômetros em centenas de ônibus fretados, mais de 15 mil jovens de todos os recantos do país estarão reunidos em Brasília para participar do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Durante cinco dias, eles esbanjarão energia, criatividade e garra em várias passeatas, em acirradas polêmicas nos 25 grupos de debate sobre temas candentes e em plenárias infindáveis. Não haverá cansaço ou desanimo, mas uma baita disposição para lutar por melhorias na educação e por mudanças profundas no país. Caso a mídia tupiniquim respeitasse a nossa juventude, o congresso seria manchete em todos os jornais e nas emissoras de TV e rádio.

Mas a mídia hegemônica prefere evitar qualquer engajamento dos jovens. Ela aposta sempre na alienação e ceticismo. Rejeita qualquer ação coletiva. Prefere estimular o consumismo doentio e o individualismo exacerbado. Por isso, o evento da UNE surge, no máximo, no pé de página dos jornalões tradicionais ou em rápidos flashes na TV.

Quando ela trata do evento, é para atacar a organização juvenil e criminalizar suas lutas. Ela omite ou emite opiniões raivosas. Como nos ensina Perseu Abramo, no livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, a ocultação e a inversão da opinião pela informação são duas técnicas muito utilizadas pelos barões da mídia.


Fonte:vermelho

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Retirada de moradores de rua na Capital gera indignação


A funcionária municipal denuncia que existe um “grupo paralelo” que age de maneira mais truculenta no sentido de fazer uma limpeza social nas ruas de Porto Alegre

A Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) órgão da prefeitura municipal de Porto Alegre iniciou nesta semana uma força-tarefa para retirar moradores de rua em mais de sessenta pontos da cidade (RS). A ação conta com a participação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), Guarda Municipal, Brigada Militar e Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).

As abordagens a moradores estão provocando reclamações. Veridiana Machado, coordenadora do núcleo da Fasc no Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) relata que muitos moradores reclamam que são agredidos e têm seus bens pessoais apreendidos pela polícia. A funcionária denuncia que existe um “grupo paralelo” na Fasc que age de maneira mais truculenta no sentido de fazer uma limpeza social nas ruas de Porto Alegre.

“As pessoas que a gente atende na casa de convivência, elas estavam apanhando todos os dias da brigada; agora de uma forma menos intensa após a saída do Coronel Mendes. Porém, a concepção da FASC é essa. Eles fazem equipes paralelas para fazer essas ordens de retirar as pessoas da rua, pegando seus pertences colocando no lixo”, comenta.

Um casal de moradores de rua portador de HIV, que não quis se identificar por medo de represália, conta que em uma abordagem teve todos os seus documentos apreendidos. Os exames médicos foram jogados no caminhão do lixo.

“Todos os meus documentos foram levados pela viatura, pois quando eles vêm, eles levam tudo. Nós temos HIV e eles levaram todos os exames. Eu tive que tirar tudo de novo. Tivemos também que interromper o tratamento porque foi tudo colocado no caminhão do lixo e levado embora”, reclama.

Ivaldo Geller, sociólogo e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), comenta que esta forma de abordagem tem se intensificado nos últimos anos. Ele considera a ação ilegal, pois a retirada de bens pessoais não pode ser feita sem autorização judicial.

“De 2007 para cá tem aumentado de maneira significativa a forma de abordagem do tipo policial em substituição à abordagem que era realizada pelo serviço social. Na abordagem policial ocorre a retirada deles da rua compulsoriamente, com o seqüestro dos seus bens sem que haja se quer uma autorização judicial. Portanto há uma ilegalidade quem tem sido cometida e que fere os direitos humanos”, conta.

O diretor administrativo da Fasc, Carlos Feet, afirma desconhecer casos de abuso ou violência durante as abordagens a moradores de rua. Segundo ele, o objetivo da ação é retirar moradores de rua em praças, parques, jardins e áreas públicas devido às inúmeras reclamações feitas pelos moradores dos bairros. “Nós não estamos tendo conhecimento algum caso de abuso. A Guarda Municipal tem sido bastante condicionada a ter um posicionamento de fortalecer a estrutura da segurança e da integridade das pessoas e de uma intervenção mais humanista. Nós não temos informação alguma de ter havido alguma forma mais truculenta de abordagem”, diz.


fonte:Brasil de Fato

sábado, 11 de julho de 2009

Hooligans


São grupos de torcedores europeus, em especial os de times de futebol, eles vão aos estádios preparados para brigar, fazendo do futebol uma desculpa para os atos de violência. Em diversos países a entrada desses torcedores é barrada, principalmente se tem um grande evento marcado para aquela data. Pois os Hooligans sentem prazer ao entrar em confronto com torcedores de outro time, seria uma forma de tentar medir o poder, disputando qual deles seria o mais forte. Os casos mais freqüentes de confronto entre esses torcedores ocorrem na Inglaterra. Por ser um dos países europeus que possui grandes clubes de alto nível, conseqüentemente essas equipes acabam ganhando inúmeros torcedores, alguns deles ultrapassam o amor pelo time concretizando um sentimento de fanatismo pela equipe.


A maioria dos Hooligans é jovem e de nível econômico alto que sentem ódio pela torcida do time adversário, principalmente se o time adversário vencer a partida. A polícia local das cidades, onde ocorrem os eventos futebolísticos, prepara um forte esquema para inibir a violência antes, durante e depois da partida, porém os Hooligans encontram formas de se confrontarem e caso a polícia apareça eles se dispersam para dificultar a prisão. Além da violência entre torcidas, os Hooligans também promovem o vandalismo pela cidade, destruindo tudo o que vê pela frente. Por se mostrarem tão agressivos e ao mesmo tempo apaixonados pelo seu clube de coração é que os Hooligans acabaram tornando-se temas de diversos filmes, onde é tratada toda a sua história desde como uma pessoa passa a fazer parte do grupo até as conseqüências dos confrontos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Que Marcada!

Angelina Jolie
Tatuou "Billy Bob" no braço esquerdo quando era casada com o ator Billy Bob Thornton; após separar-se dele, apagou
Ronaldo
Desenhou um "D" no pulso em homenagem à ex-mulher Daniela Cicarelli; com a separação, o "D" virou "R"
David e Victoria Beckham
Cada um estampou no braço, em hebraico, "eu sou de minha amada e minha amada é minha"
Deborah Secco
Escreveu no pé "Falcão: Amor Eterno, Amor Verdadeiro"; o relacionamento durou menos de três anos, assim como a tatuagem
Johnny Depp
Tatuou "Winona Forever" quando namorava a atriz Winona Ryder; depois, tirou a última sílaba; ficou "Wino Forever"

Obs: Sempre achei complicado esse tipo de tatoo..mas o amor sempre mais alto né!

fonte:revista da folha

"Coaching" é usado para aumentar rendimento

A prática do "coaching" -processo de desenvolver habilidades e capacidades, guiado por um "coach" (treinador)- tem ganhado força fora das empresas. Entre as novas áreas está a de concursos públicos.
A proposta é fazer com que o rendimento nos estudos aumente. "O candidato tem uma meta: passar. Com reflexão, ele elabora um plano de ação e, na próxima sessão, será cobrado por isso"

O QUE FAZ UM "COACH"
Apesar de aparentar alguma semelhança com a terapia, o "coaching" não se propõe a analisar sentimentos relacionados a situações passadas.Tampouco pode ser comparado à consultoria, que oferece respostas às dúvidas dos clientes.A função principal é orientar o cliente para que ele encontre sozinho o melhor caminho para atingir os objetivos, em reuniões semanais ou quinzenais.

Escolha
Por "coaching" não ser uma profissão regulamentada, não há formação específica exigida -apesar de haver cursos rápidos em sociedades e também em algumas universidades.A recomendação de especialistas é consultar profissionais com experiência na área.Atentar-se ao preço também é aconselhado -uma sessão semanal chega a custar R$ 250.

fonte:folha de sao paulo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comerciais de TV influenciam obesidade infantil, aponta estudo

Um estudo realizado pela Universidade do Estado da Geórgia apontou que os comerciais assistidos na televisão influenciam no índice de obesidade dos jovens.

No levantamento, publicado pelo periódico americano The Journal of Law and Economics, foi demonstrado que a proibição de anúncios de fast-food na TV aberta pode diminuir em até 18% o número de jovens acima do peso. Os números, se utilizados para os adolescentes, chegam a 14% do total, segundo noticiou o veículo O Estado de São Paulo.

Para a porta-voz do Conselho do Better Business Bureau, Elaine Kolish, a pesquisa retoma as discussões frente ao conteúdo das programações publicitárias destinadas ao público jovem.

Na avaliação da especialista, decisões tomadas de forma isolada, como a das redes Mc Donald's e Burger King de criarem propagandas saudáveis na TV, por si só não remetem ao que é consumido pelo público. "Não posso deixar de pensar que o fato de duas enormes cadeias anunciarem maça e leite para crianças deverá afetar as preferências do consumidor infantil", ressalta Kolish.

domingo, 23 de novembro de 2008

País se vê menos branco e mais pardo


Demografia e valorização crescente da identidade de cor ajudam a explicar crescimento de pretos e pardos entre 1995 e 2008

A imagem do Brasil como um país de maioria branca não se sustenta mais nas estatísticas.

Há 13 anos, quando o Datafolha fez a sua primeira grande pesquisa sobre o tema, metade dos entrevistados se definiram como brancos. Hoje, são 37%, percentual próximo ao dos autodeclarados pardos (36%). Os que se classificam como pretos representam 14% da população com 16 anos ou mais, de acordo com o levantamento.

Mudanças
A dificuldade de classificar a população segundo as definições do IBGE vem sendo discutida internamente no instituto, que, neste ano, está elaborando mais um estudo para subsidiar propostas. Um dos desafios é substituir o termo pardo, que, tradicionalmente, representaria tanto descendentes de pretos com brancos quanto de brancos com índios.

Petrucelli, do IBGE, defende mudanças, mas diz que o tema precisa ser tratado com cuidado. Ele afirma que qualquer alteração, se acontecer, será discutida com a sociedade e feita de forma a permitir comparações com pesquisas anteriores."Minha posição pessoal é que precisamos aprimorar esse critério, pois é muito rígido e não dá conta da diversidade de identidades dos brasileiros.

"Não é a primeira vez que o IBGE tenta mudar. Antes do Censo de 2000, foi feito um teste com opções de respostas espontâneas. O sociólogo Simon Schwartzman, presidente do instituto na época, afirma que as definições foram tantas que inviabilizaram a mudança.

"A conclusão foi que era melhor ficar com o que tínhamos. Quando você abre a questão, as pessoas dizem ser moreninhas ou cor de jambo, entre tantas outras respostas. A maioria da população não quer ser etiquetada racialmente", diz.
fonte:folha de sao paulo

Vida profissional é maior entrave, dizem negros


Pretos e pardos estão excluídos de postos de elite e ganham menos que brancos quando realizam a mesma função

No novo levantamento Datafolha, 48% do total de entrevistados afirmaram que não conhecem médico negro -51% desconhecem sequer um professor universitário negro.

Não é à toa que, entre aqueles que se atribuíram cor preta ou parda, 55% responderam ao Datafolha que o principal problema enfrentado pela população negra é a "discriminação no trabalho - dificuldades para obter emprego". Em 1995, essa era a opinião de 45%.

Direito, com 396 alunos, é um dos três cursos da Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares, em São Paulo. A Unipalmares tem cerca de 1.800 estudantes -88% se dizem negros. A instituição se propõe a reunir "negros e brancos em proporções significativas".

A pluralidade de cores nos seus corredores contrasta com a vista em um salão do Palácio da Justiça, praça da Sé, em uma tarde do começo do mês. Ali, reuniam-se 51 desembargadores da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça. Todos no recinto aparentavam ser brancos. Menos o funcionário que abria a portinhola para a passagem dos magistrados.

150 mil
negros, beneficiários da política de cotas, devem se formar e entrar no mercado de trabalho no país até o ano de 2013, segundo dados do governo federal

49%
dos brancos apóiam a reserva de 20% dos postos de trabalho para negros em empresas públicas e privadas; entre os entrevistados que se declaram pretos, o apoio aumenta para 55%

74%
dos autodeclarados pretos de classes econômicas D/E acreditam que, se uma pessoa jovem e negra trabalhar duro, ela provavelmente conseguirá melhorar de vida. Entre os autodeclarados pretos de classes A/B, esse percentual é de 86%

62%
dos entrevistados com nível superior de ensino são contrários à criação de cotas em empresas públicas e privadas para pretos e pardos

fonte:folha de sao paulo

... é a mãe!

O psicólogo cognitivo americano Steven Pinker discute o uso de palavrões no rádio e na TV e a reação da censura

Uma palavra é um rótulo arbitrário -essa é a base da lingüística. Mas muita gente não pensa assim. Acredita na magia das palavras: que pronunciar um encantamento, uma maldição ou uma oração pode mudar o mundo. Não caçoe: você diria "nada deu errado até agora" sem procurar um objeto de madeira para bater?

Xingar é outro tipo de magia das palavras.
Contrariando a lógica, as pessoas acreditam que certas palavras podem corromper a ordem moral -que "mijar", "cagar" e "foder" são perigosas de uma maneira que "xixi", "cocô" e "trepar" não são.

Essa peculiaridade em nossa psicologia está na capacidade das palavras tabus de ativar circuitos emocionais primitivos no cérebro.

Meu interesse pelos palavrões é científico (juro!). Mas os xingamentos não são apenas um quebra-cabeça na neurociência cognitiva. Eles aparecem nos mais famosos casos de liberdade de expressão do último século, de "Ulisses" e "Lady Chatterley" a Lenny Bruce e George Carlin [comediantes].

O raciocínio, baseado em noções antiquadas da infância e da mídia moderna, foi que os programas transmitidos pelo ar se intrometem sem convite no lar e podem expor as crianças à linguagem indecente, prejudicando seu desenvolvimento psicológico e moral.

Na prática, a FCC (Comissão Federal de Comunicações ) reconheceu que o impacto das palavras tabus depende de seu contexto. Assim, em 2003, quando Bono, vocalista do U2, disse, em um discurso de premiação na TV, "isto é realmente, realmente, "fucking brilliant'" [algo como "brilhante de foder"], a FCC não puniu a rede.

Intenção
Bono, ela comentou, não usou "fucking" para "descrever órgãos ou atividades sexuais ou excretórias". Ele a usou como "um adjetivo ou expletivo para enfatizar uma exclamação".Esse uso diferia do número "patentemente ofensivo" de Carlin, com seu "uso repetido, pelo valor de chocar", das palavras tabus. Mas os comissários indicados por Bush deram meia-volta no caso e posteriormente visaram a rede de televisão Fox, depois que ela transmitiu cerimônias de premiação em que Cher disse, sobre seus críticos, "então, fodam-se" e Nicole Richie perguntou "por que eles a chamam de "The Simple Life'? Você já tentou tirar bosta de vaca de uma bolsa Prada? Não é tão "fucking simple'".

Em 2007, depois que um tribunal federal invalidou a política da FCC como "arbitrária" e "impulsiva", a comissão apelou para a Suprema Corte. Foi quando eu fui arrastado para a coisa. A FCC alegou que "mesmo quando o orador não pretende um sentido sexual, uma parte substancial da comunidade (...) entenderá a palavra como carregada de conotação sexual ofensiva".Uma denúncia apresentada no início deste ano pelo procurador-geral em defesa da posição da comissão citou meu livro "Do Que É Feito o Pensamento" [Cia. das Letras] da seguinte maneira: "Se você é um falante de inglês, não pode ouvir [uma palavra como a iniciada por efe] sem lembrar do que ela significa para uma comunidade implícita de falantes, incluindo as emoções ligadas a elas".

Na verdade, as palavras destacadas na denúncia eram "nigger" [preto], "cunt" [boceta] e "fucking" [foder], e o contexto era uma explicação de por que as pessoas se ofendem "quando um estrangeiro se refere a um afro-americano como "nigger", ou a uma mulher como uma "cunt" ou a uma pessoa judia como um "fucking jew'".

Eu certamente não estava afirmando que, quando os ouvintes escutam "não é tão "fucking simple'", suas mentes pensam em cópulas! Ao contrário, eu comentava que, com o tempo, as palavras tabus perdem seu sentido literal e retêm apenas um colorido emocional e, depois, apenas a capacidade de chamar a atenção. Essa progressão explica por que muitos falantes não têm consciência de que "sucker", "sucks", "bites" e "blows" [chupador, chupa, morde e sopra, usados informalmente como formas de desqualificar] geralmente se referem à felação, ou que um "jerk" [usado como "idiota"] era um masturbador.Isso explica por que "Close the fucking door" [Feche a porra da porta], "What the fuck?" [Que porra é isso?], "Holy Fuck!" [Caramba!] e "Fuck you!" [Foda-se] violam todas as regras da sintaxe e da semântica inglesa. Elas supostamente substituíram "Close the damned door" [Feche a maldita porta], "What in Hell?" [Que diabos?], "Holy Mary!" [Ave Maria!] e "Damn you!" [Dane-se] quando a profanidade religiosa perdeu a força e novas palavras tiveram de ser recrutadas para acordar os interlocutores.

Mercado da língua

A FCC tinha razão sobre eu pensar que os tabus lingüísticos nem sempre são ruins. O discurso salpicado de "fuck" fica entediante, e epítetos maliciosos podem expressar atitudes condenáveis.
Mas, em uma sociedade livre, esses incômodos são naturalmente regulados no mercado das reações das pessoas -como Don Imus, Michael Richards e Ann Coulter [radialista, comediante e analista política que causaram polêmica por seus comentários, respectivamente, sexista, racista e religioso] recentemente ficaram sabendo da maneira mais difícil.

Não está claro por que xingar nas ondas do rádio e da TV deva ser assunto para o governo.
De fato, já que a linguagem é entremeada com o pensamento -o tema principal do livro citado pelo procurador-geral-, qualquer proibição a palavras levará a absurdos. Veja o monólogo de Carlin. Ele mencionou a palavra "fuck" não para descrever atividades sexuais, nem para chocar sua platéia.

Sem regulação Carlin a citou para mostrar como as pessoas usam palavras tabus e para propor a discussão de que o governo não deve regulá-las. A decisão que controlou sua linguagem restringiu a crítica pública à própria decisão -zombando dos próprios princípios da liberdade de expressão.
E considere o comunicado de imprensa emitido pelo presidente da FCC, Kevin Martin, expressando seu desprazer quando sua decisão foi derrubada: "Hoje [o tribunal] disse que o uso das palavras "fuck" e "shit" por Cher e Nicole Richie não foi indecente. (...) Eu acho difícil acreditar que o Tribunal de Nova York diria às famílias americanas que "shit" e "fuck" podem ser ditas ao vivo na televisão nos horários em que as crianças provavelmente estão assistindo".
Em algum lugar, George Carlin continua sorrindo

STEVEN PINKER é professor de psicologia na Universidade Harvard (EUA) e autor de "O Instinto da Linguagem" (ed. Martins Fontes). Este texto foi publicado na "Atlantic Monthly".