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sábado, 11 de dezembro de 2010

Você gosta de Natal em familia?

Reflita se você escolhe onde passar esta data por prazer ou obrigação

Fim de ano, época de festas, confraternizações, alegria e, para muitos, aborrecimentos. Os dias que antecedem o Natal trazem a necessidade de tomar decisões aparentemente triviais, mas que podem trazer problemas para o próximo ano inteiro.

Decidir que presente vai dar para quem talvez seja o mais fácil de resolver. Decidir onde vai passar a noite de Natal e o almoço de Natal é a decisão mais arriscada, principalmente para adultos que já construíram uma nova família, além de sua família original.

Tradicionalmente o Natal é considerado como a festa para se passar em família. É aí que entra a questão: qual família? A que você construiu pelo casamento ou morando com alguém? A família em que você nasceu e foi criado? A família da pessoa com quem você construiu uma outra família? Quem não casou não está isento desse conflito, porque muitas vezes os amigos formam um grupo tão ou mais coeso que uma família, e nessa hora esse grupo também entra no rol de possibilidades.

Por que muitos de nós precisam sentir-se prestigiados pela escolha dos filhos em passar a noite de Natal em nossa casa? O que representa um filho não vir para a noite de Natal? Ele me ama menos? A família em que ele foi criado é menos importante para ele do que a família que ele construiu? Por que me sinto menos por ele não vir na noite de Natal? Por outro lado, por que sinto mais obrigação do que prazer em passar o Natal com os meus pais ou os meus sogros? Por que sinto tanto medo de magoar?

Numa data como o Natal, na qual as pessoas podem sentir-se obrigadas a estar juntas, é natural que esses sentimentos e mágoas que carregamos no bolso do coração entrem em ebulição novamente, causando mal estar.

Sem dúvida, este não é o melhor momento para trazer à tona assuntos tão delicados que vêm sendo escondidos ou cultivados com pitadas de ressentimento, raiva, incompreensão, intolerância. Porém é possível dizer o que você sente em relação a uma situação que se apresente no momento, tomando o cuidado para não contaminar com as mágoas escondidas.

Expressar o que você sente é o primeiro passo para estabelecer ou melhorar uma relação familiar. Não confunda expressar seus sentimentos com o muro das lamentações! Dizer o que você sente não lhe exime das suas responsabilidades em tudo o que lhe acontece, quer dizer, a culpa do que lhe acontece de errado não está nos outros.

Para sua decisão, busque aquilo que lhe é possível neste momento, mas procure perceber aquilo de positivo que traz união à sua família. E expresse o que você sente, seja por palavras, por um abraço, um tapinha nas costas, um sorriso. O espírito de Natal, afinal, é constituído pela união de nossos corações.

Fonte:Personare

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Benefício da fé

Se os médicos não resolvem, Deus há de dar uma resposta. Quem nunca apelou para a fé quando se deparou com doenças graves? Pesquisas demonstram que é cada vez mais recorrente o apoio na espiritualidade para a superação de problemas físicos. Funciona? As respostas são muitas e variáveis. No entanto, ciência e religião não se alinham. Ainda. Uma pesquisa realizada com portadores do vírus da Aids, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, acrescentou mais ingredientes à polêmica, ao demonstrar que a fé contribui não apenas para promover o alívio e dar esperança a quem está na condição de paciente grave, como ainda facilita o tratamento.

Para a pesquisadora, o ponto de conflito entre religião e ciência é quando o paciente abandona o tratamento em nome da fé. Pazolini concorda e acrescenta que o indivíduo não pode perder o senso crítico."A pessoa deve exercer sua espiritualidade sem abandonar o tratamento médico. Ambos devem andar juntos", recomenda o cardiologista.

A incógnita, portanto, persiste. Sônia acredita que, por ser histórico, esse conflito não apresenta muitas perspectivas de ser superado. "Proponho uma aproximação entre as duas correntes, que uma passe a conhecer mais a outra, porque o paciente estará utilizando as duas vias. Elas terão que aprender a conviver", vislumbra. Já Pazolini é mais otimista. "Acredito que a tendência é de aproximação entre religião e medicina".

Fonte:Nais de 50