sábado, 18 de julho de 2009

Novo Estatuto do Torcedor deve virar lei

Os torcedores de futebol mais violentos deverão ser punidos em breve com penas alternativas. O governo espera que o novo Estatuto do Torcedor se torne lei até outubro próximo. A previsão é do secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay.

As novas regras preveem, por exemplo, uma pena alternativa para o torcedor violento, em que ele deverá prestar serviço comunitário, por até três anos, sempre nos dias e horários em que seu time estiver jogando. “Essa é uma maneira de tirar do estádio as pessoas que estão brigando ou atrapalhando”, afirmou.

"Não é justo um cara ser pego brigando, com pau e pedra, lesionar, machucar e ferir gravemente várias pessoas e chegar num Juizado Especial Criminal, pagar dez cestas básicas e ser liberado."

O novo Estatuto também estabelece a punição aos cambistas ou para as pessoas que participarem de um esquema de desvio de ingressos. “Hoje o policial não consegue nem apreender os ingressos dos cambistas porque não é crime, nem nada”, reclamou o secretario.

“É preciso aumentar, com ingressos promocionais, a ida de mulheres, famílias e de pessoas da terceira idade e de crianças aos estádios porque esses grupos naturalmente neutralizam e isolam esses grupos violentos”, apontou Maurício Murad, sociólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

A solução, segundo ele, virá somente quando se pensar a violência no seu aspecto cultural, vinculada também a problemas como a desigualdade social. "As saídas vão surgir desses debates”, defendeu Medina.


Fonte:Vermelho

1 comentários:

Comentários de meu cotidiano disse...

A violência deve ser combatida. Um jogo de futebol é um espetáculo popular e é necessária ação enérgica coibindo ações violentas que podem levar à morte pessoas inocentes.

O combate à fome vem sendo feito no Brasil. Temos ações como a tão criticada "Bolsa Família" e, com a melhora da economia melhorou muito o acesso dos pobres a bens de consumo e inclusive a capacidade de mais gente ir a estádios. Só capacidade, pois a violência não permite esta diversão. Assim, a iniciativa é boa para o Brasil (não para o país onde vive o Sr. Marquezi).